Carol Meligeni com raquete comemorando

Garra para vencer no tênis

Uma das coisas mais surpreendentes no esporte é a garra para vencer nas competições. Cenas clássicas podem nos provar que o ser humano enfrenta desafios e supera suas próprias limitações de forma admirável!

Para encher você de inspiração e tocar seu coração, queria relembrar aquela cena clássica que todo mundo viu, daquela maratonista que chegou toda retorcida, cambaleando e mesmo assim conseguiu cruzar a linha de chegada.

Essa atleta é a suíça Gabriela Andersen-Schiess. Ela participou da primeira maratona feminina nas Olimpíadas, em 1984, em Los Angeles. (para mim, isso bastava para admirá-la!)

Sua meta era ficar entre as 10 ou 15 primeiras, mas ficou apenas com o 37 lugar…

Sua colocação na maratona não foi o que chamou a atenção do mundo. E sim sua determinação, garra e autossuperação, já que estava nos seus limites físicos e mentais.

Tente não se emocionar com essa história

Auto-superação

Gabriela nunca esperou o primeiro lugar. Porém, outros “adversários” vieram enfrentá-la: o calor e a umidade no dia da prova.

Sua meta de estar entre as 15, foi reduzida, mas acabou sendo o maior exemplo de superação no esporte que vimos nos últimos anos.

Entrando no estádio com câimbras e desidratada (pois perdeu a última estação de hidratação), ela “venceu a dor, a exaustão, os próprios limites” (palavras da repórter Isabela Scalabrini/Esporte Espetacular ).

Muito interessante pensar que sua meta, num primeiro momento, era chegar a frente de várias outras competidoras. Mas como vemos, o que mais chamou a atenção daquele estádio, foi sua determinação em ultrapassar a linha de chegada, mesmo estando a um passo do colapso físico. (veja o post em que cito a autossuperação como algo importante para o tenista!)

Limites no tênis

Uma das grandes dificuldades para algumas pessoas no tênis, talvez não seja a parte física, mas sim a parte mental.

A “cabeça” no tênis envolve muitos detalhes, e o que eu considero crucial e até mais importante que a estratégia para vencer, é a área emocional.

Não há estratégia de jogo que sustente um jogador com medo. (vejo o post sobre autoconfiança)

Muitas características, fazem do tênis um esporte mental.

Como o tênis é um esporte individual, temos que enfrentar problemas sozinhos e isso nem sempre é fácil de lidar. Um companheiro de equipe para dividir a responsabilidade ajuda a aliviar a pressão.

Os fantasmas que existem nos nossos pensamentos podem nos trair. Pensamentos como:

-“Que vergonha você perder esse ponto”

-“Não acredito que você vai perder desse pangaré”

-“Não posso perder esse jogo”

-“Você é um burro”

Você é um burro!

-“O que está fazendo na quadra? Devia parar de jogar”

Se você deixar esses pensamentos tomarem conta, provavelmente você não vai conseguir jogar bem!

Pense no seguinte: se um técnico falasse essas palavras pra você, como você iria agir?

Se fosse eu, trocaria de técnico…

Então, se você não admite que um técnico fale coisas negativas pra você, você mesmo também não pode falar tudo isso a si mesmo!

#ficaadica AUTO DIÁLOGO POSITIVO

E para confirmar, com as palavras da Gabriela: “Muitos limites estão na sua mente. A mente faz grande parte do que você quer fazer”

Experiências

Não importa seu nível de tênis ou quando começou a jogar. As experiências mentais e emocionais do tênis aparecem desde as primeiras aulas, desde as primeiras raquetadas.

Não menospreze um sentimento de insegurança, ou o medo de errar uma bola. O sentimento pode ser exatamente o mesmo que faz um profissional perder um Grand Slam!

Temos que saber enfrentar nossos medos. Sem ignorá-los. E muitas vezes não importa qual adversário está do outro lado. Nosso principal inimigo pode ser o nosso pensamento diante das situações difíceis que temos que enfrentar!

Nesse feriado enfrentei fantasmas na minha cabeça em 3 jogos duríssimos. Um jogo estive perdendo por 5×2 no tie break do terceiro set, e consegui virar. Minha amiga e treinadora Lilian Sooma me chamou de “fênix”, por considerar aquele jogo já vencido pela minha adversária! (Lilian é treinadora no Clube Coopercotia)

No jogo seguinte enfrentei uma jogadora de muito talento e um currículo invejável no tênis. E da mesma forma, tive que me convencer que poderia encará-la, pra poder vencer. Senão, todo esforço seria em vão. Com certeza o número de títulos da carreira e os 10 anos a menos dariam as maiores chances de vitória para minha adversária.

E no terceiro jogo, enfrentei minha maior dificuldade, onde já estava fisicamente esgotada das partidas anteriores, e tive que lidar com a situação de ter 3 match points ao meu favor e não fechar. Fora o fato de estar com câimbras no final do jogo. Não foi fácil…

A minha vontade de vencer foi maior que a minha capacidade técnica ou tática, que naquele momento não me ajudaram muito. Fechei o jogo no quarto match point, ajudando minha equipe a conquistar o terceiro lugar da competição! Pode parecer pouco, mas pra mim foi muito!

Dica de ouro

Aprendi uma simples lição em um curso para professores, e guardo até hoje nos meus pensamentos. É simples, mas muito valiosa.

O tenista tem que ter nos seus bolsos, duas mensagens. Em um bolso, a frase escrita: como ganhar. E no outro bolso: quero ganhar.

Nadal, exemplo de garra e perseverança

No último jogo do torneio que participei, perdi o papel escrito “como ganhar”. Tive que me apegar a tudo que eu tinha. Apenas o bilhete: quero ganhar.

Sempre dá certo? Acredito que não. Tive 3 match points perdidos, e mesmo assim só fechei no quarto match point com uma bola que desviou na linha. Poderia ter sido o contrário. Mas com certeza o que eu não posso deixar de aprender, são as lições em cada vitória e cada derrota.

Conclusão

O esporte está cheio de lições de superação, e o exemplo da Gabriela Andersen-Schiess nos dá uma lição emocionante de garra e luta.

O atleta precisa querer superar a si mesmo, além de querer superar os adversários. Talvez o mais difícil dos nossos adversários, sejamos nós mesmos!

O tênis é um esporte mental, portanto nossos pensamentos podem nos ajudar, mas também podem nos trair. Saber ser positivo e querer superar nossas dificuldades nos faz ser um atleta melhor.

Cada jogo nos traz uma lição. Ganhando ou perdendo temos que tirar proveito de cada situação para evoluir sempre!

Saber como vencer uma partida, as táticas e estratégias necessárias, é fundamental! Mas querer vencer também vai levar você bem longe!

Quando um jogo estiver muito, muito, muito difícil, lembre-se dessa maratonista, e o esforço que ela teve que fazer para carregar seu próprio corpo nos últimos metros de prova.

Seja um exemplo de superação para os seus filhos, para os outros ou para você mesmo se convencer que você pode!

Thais Hiroki

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2 respostas

  1. Lindo, lindo, lindo! Nunca tinha te visto jogar com tanta maturidade e garra. Sua coragem e vontade de vencer está muito nítido nas suas trocas de bolas. Cada ponto valia muito e vc agarrava cada uma delas com unhas e dentes. Parabéns Thaís, aprendi muito com vc nesse torneio.

    1. Caramba! Sério? Então esse post foi resultado do torneio? Nem tinha me ligado! Às vezes nos prendemos em jogar bonito, certinho com todas as técnicas, mas esquecemos que a vontade de vencer pode superar limites que não imaginamos! Você também é pra mim um exemplo maravilhoso de garra e força de vontade. Nas quadras e na vida!

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