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Tênis: boas maneiras

As boas maneiras do tênis tem berço. É um esporte conhecido como sendo tradicionalmente de elite. Originou-se de uma prática dos reis, que se chamava Jeu de Paume ou Ténis Real.

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Tornar o tênis mais popular e acessível a todos, é uma iniciativa democrática para que as pessoas possam desfrutar das maravilhas desse esporte.

O ideal seria que junto com a prática “física”, viessem boas orientações sobre as tradições das boas maneiras e boa educação que o tênis carrega em suas responsabilidades.

Eu, como educadora de formação e de coração, gostaria que os tenistas tivessem acesso às boas condutas que foram passadas de geração em geração, e muitas vezes ensinadas de forma não verbalizada. Apenas com os bons exemplos a serem seguidos.

Boa educação

Assim como aprendemos valores morais dos nossos pais, avós, boas escolas, o professor de educação física e o instrutor de esportes, também deveria priorizar em parte de suas aulas, orientações acerca do comportamento e boas condutas.

Ensinar desde a infância valores como o respeito aos adversários, honestidade, fair play no jogo, são sementes que são plantadas através do esporte, mas que farão parte da vida das pessoas pra sempre. Veja o post sobre a Laver Cup, competição entre amigos, idealizada pelo Roger Federer.

Laver Cup

O esporte é o meio pelo qual princípios e valores podem ser ensinados, sem que haja uma palavra.

A preocupação com essas orientações deveria estar presente em todas as escolas, e no cerne de todos os profissionais.

Como nessa escola, que evidencia a preocupação com a formação moral de seus pequenos tenistas!

E já que tanto se fala na popularização do tênis, a divulgação pela imprensa dos bons costumes, também deveria ser levada em conta, como foi feito nessa revista especializada.

Código de conduta não escrito

O código de conduta dos tenistas, não precisa estar escrito para se respeitar muitas regras não ditas.

Quando comecei a jogar tênis, com 11 anos, logo percebi que os tenistas do clube geralmente eram muito gentis, apesar de toda competitividade que o tênis exige.

Dar o ponto pra um adversário de uma bola do adversário que foi fora é uma das atitudes que já vi, e já fiz. Ontem mesmo vi a situação acontecer, e o jogador estava perdendo. Assim como perdeu o jogo no final.

Os jogadores com senso de ética muito forte, geralmente preferem ser prejudicados, a prejudicar o outro.

Árbitro no jogo

Tradicionalmente, o tênis sempre foi um esporte de confiança no outro. Não tem juiz dentro dos jogos amadores. E também já presenciei no passado, torneios “futures” profissionais, onde não havia nenhum juiz dentro da quadra. E estava valendo pontos para o ranking mundial e vários dólares!

Com a falta de arbitragem, existem algumas condutas a serem seguidas para um bom desenvolvimento do jogo.

Quando comecei a competir com outras meninas da minha idade (aos 13, 14 anos), percebi que muitas não tinham orientação sobre ética e atitudes de boa conduta.

Se por acaso houvesse alguma desconfiança de marcação de bola, a atitude era vir pra cima da rede com palavras grosseiras e agressivas.

Será que não poderiam gentilmente pedir para que eu me certificasse se realmente a bola foi fora? Eu não poderia ter me enganado? A bola é rápida.

E vejo isso constantemente acontecer (se enganar na marcação) entre os meus alunos mais iniciantes. Isso não justifica uma atitude grosseira.

Orientação aos alunos

Infelizmente, a atitude de muitos jovens vem em decorrência da orientação dos pais e técnicos que incentivam a agressividade como atitude normal a ser adotada com os adversários.

E não menos pior que isso, a falta de repreensão, no caso de vir a acontecer com seu filho/atleta e não tomar nenhuma atitude em relação a isso.

A boa convivência com outros jogadores é muito importante, pois muitas vezes vocês se enfrentarão e se encontrarão durante anos e anos. Será muito tempo de convivência para se ter uma péssima relação!

Del Potro, sempre gentil, mesmo diante de uma derrota. Exemplo a ser seguido!

The code (USTA)

A USTA, Associação de Tênis dos Estados Unidos, um órgão governamental americano, possui um código de conduta, chamado “The Code”, com 46 normas de boas atitudes. Pode ser encontrado no seu site.

Fiz com interpretações próprias, a tradução desse código. Se quiser receber, entre em contato comigo pelo e-mail.

Vou listar algumas das condutas esperadas de um tenista.

1) Cortesia é esperada. O tênis é um jogo que requer cooperação e cortesia.

(Sem comentários)

Olha o número 5:

5) O jogador faz marcações de bola no seu campo. Um jogador chama todos os golpes destinados ao seu campo, do seu lado da rede

(Tem gente que quer marcar dos dois lados…)


O número 6 está se perdendo, infelizmente.

6) O adversário recebe o benefício da dúvida. Um jogador deve sempre dar ao oponente o benefício de qualquer dúvida. Quando uma partida é jogada sem juiz, os jogadores são responsáveis ​​por fazer decisões, particularmente para marcações perto da linha. Há uma diferença sutil entre as decisões dos jogadores e os de um oficial do torneio. Um juiz resolve imparcialmente um problema envolvendo uma chamada, enquanto um jogador é guiado pelo princípio de que qualquer dúvida deve ser resolvida em favor do oponente. Um jogador na tentativa de ser escrupulosamente honesto em chamadas de linha freqüentemente manterá uma bola em jogo que poderia ter dado fora, ou que o jogador descobre tarde demais que estava fora. Mesmo assim, o jogo é muito melhor jogado dessa maneira.

Essa número 8 aprendi com o Rato (pai do Keké, Ratinho Tênis), e não esqueço mais. O Rato dizia: se não viu, é boa!

8) Bola que não pode ser chamada fora é boa. Qualquer bola que não possa ser chamada fora é considerada boa. Um jogador não pode reivindicar um “let” com base em não ter visto uma bola. Um dos momentos mais irritantes ocorrem após um rali longo e difícil quando um jogador faz uma clara jogada e o oponente diz: “Não tenho certeza se foi boa ou fora. Vamos jogar um let”. Lembre-se, é responsabilidade do jogador chamar todas as bolas no seu lado da rede. Se uma bola não pode ser marcada com certeza, é boa. Quando um jogador diz que o golpe do adversário foi realmente fora, mas se oferece para repetir o ponto para dar uma folga ao oponente, parece claro que o jogador realmente duvidou que a bola estava fora.

Na hora do saque:

28) Erros propositais. Um jogador não deve errar de propósito. Fazer isso constitui grosseria e pode até ser uma forma de “catimba”. Por outro lado, se um jogador não chama um saque fora e dá ao oponente o benefício de uma chamada de perto, o sacador não poderá repetir o ponto.

As bolinhas quando estão espalhadas no seu campo ou cai na quadra ao lado.

42) Recuperando bolas perdidas. Cada jogador é responsável por recolher as bolas perdidas e seus objetos que estiverem no campo. Sempre que uma bola não está em jogo, um jogador deve honrar o pedido do oponente para tirar uma bola do campo, ou de uma área fora do campo que seja razoavelmente perto das linhas. Um jogador não deve pegar a bola que caiu em outra quadra ou pedir a um jogador na outra quadra para devolver uma bola enquanto um ponto estiver em jogo. Quando um jogador devolve uma bola a uma quadra ao lado, o jogador deve esperar até que o ponto esteja terminado e, em seguida, devolvê-lo diretamente para um dos jogadores, de preferência ao sacador.

imagem superior de duas quadras

Conclusão

Ter boas condutas jogando tênis, é o que atrai muitas pessoas e motivam a trazer também amigos e seus familiares.

A boa convivência e a chance de fazer boas amizades é a consequência de se respeitar as outras pessoas acima do resultado que se espera no jogo.

As regras não precisam estar escritas para termos consciência dos limites a serem respeitados.

O Código de Conduta da USTA é uma boa referência pra quem não conhece as regras não ditas do jogo de tênis.

Jogar com fair play pode trazer benefícios maravilhosos para nós mesmos. Bem maiores que o valor de alguns pontos no jogo.

Seja um jogador educado, respeitoso, e sirva de exemplo para todos os futuros tenistas que estão por vir!

Thais Hiroki

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